Procedimento de Acompanhamento
1. Patrulhamento
A patrulha deve ser realizada por, no mínimo, dois policiais, garantindo maior segurança e eficiência nas ocorrências.
Recrutas jamais devem patrulhar sozinhos. A partir da patente de Soldado, pode patrulhar caso possua o curso MAAP completo, porém nunca sozinhos. (Exceto: Alto Comando e SPEED/GTM/GRAER ou com autorização de um alto comando ou ausência de outros oficiais para patrulharem com o mesmo.)
1.1 — Comunicação: A partir do momento em que o oficial bate o ponto, e principalmente se estiver em patrulhamento, é obrigatório entrar na QSY Central (190).
1.2 — Equipamento: O oficial deve portar todos os equipamentos necessários para a patrulha.
1.3 — Viatura: A utilização de viaturas será permitida somente conforme a patente e/ou a unidade do policial.
2. Regras de Patrulha
2.1 — Retomada de Visual: A retomada de visual só pode ocorrer em até 5 minutos após a perda do mesmo, sendo obrigatória a confirmação do modelo, cor ou placa.
2.2 — Road Block: O procedimento de bloquear as saídas do suspeito para impedir a fuga é permitido de forma parcial. O oficial deve sempre deixar espaço para que o veículo tenha rota de evasão.
2.3 — Fuga Limpa: O policial deve aguardar o suspeito adentrar o veículo em situações de fuga limpa, são elas: Roubo a caixa eletrônico, Roubo a registradora, Roubo a residência, Corridas ilegais, Entrega de drogas.
2.4 — Voz de abordagem: A voz de abordagem inicia-se com o acionamento do giroflex e da sirene. Após isso, se possível, deve ser feita a verbalização da abordagem.
2.5 — Sirene e Giroflex: Ao adentrar em qualquer QRU, o oficial deve obrigatoriamente acionar a sirene e o giroflex a uma distância mínima de 500 metros. A sirene e o giroflex devem permanecer ligados durante toda a ocorrência, é de responsabilidade da unidade primária permanecer sempre com o Giroflex e Sirene ligados.
Observação: As QRU's do Norte não possuem a obrigatoriedade de acionamento da sirene e/ou giroflex.
2.6 — Quebra de Fuga Limpa: Isso ocorre em situações atípicas, como quando o indivíduo adentra uma comunidade ou QG para evitar a detenção. Nesses casos, somente Alto Comando DPS e/ou Alto Comando C.O.R.E podem autorizar a incursão.
Observação: Na ausência de qualquer membro do Alto Comando, a incursão poderá ser autorizada pelo militar de maior patente a partir de Sargento.
Em caso de QTA para reparo de veículo, é terminantemente proibido retornar à mesma QRU, e a unidade não pode ser substituída.
Se durante um acompanhamento, um civil for prejudicado, a terciária do acompanhamento deve dar QTA para prestar socorro e em seguida, retornar ao acompanhamento.
3. Níveis de acompanhamento
Código 1 - Acompanhamento de baixo risco
Um acompanhamento é considerado de baixo risco quando o indivíduo não representa ameaça aos oficiais nem à população em geral. Abordagens de rotina podem se tornar um acompanhamento de baixo risco.
Código 2 - Acompanhamento de médio risco
O acompanhamento é considerado de risco quando viaturas ou civis são expostos a qualquer tipo de ameaça, como no caso de o indivíduo em fuga realizar manobras perigosas ou em QRU's de ameaça, desacato, roubo, tráfico, ocultação facial, utilização de coldres e/ou coletes.
Código 3 - Acompanhamento de alto risco
Geralmente ocorre em casos de evasão de QRU de disparo sem confirmação do delito, havendo apenas suspeita.
🟢 Baixo Risco
3 unidades + 1 GRAER
🟡 Médio Risco
3 unidades + 1 GRAER
🔴 Alto Risco
3 unidades + 1 GRAER
🚨 Sequestro / Visual Armado
3 unidades + 1 GRAER (não existe limite para unidades táticas)
Observações Importantes
SPEED: cada 1 viatura SPEED equivale a 1 unidade.
GTM: são necessárias 2 viaturas GTM para equivaler a 1 unidade.
GRAER: não é contabilizado como unidade.
É permitida, no máximo, 2 unidade GTM nas QRU’s de acompanhamento.
4. Funções das viaturas
Durante o acompanhamento, as viaturas possuem funções específicas que devem ser executadas com precisão e coordenação, a fim de garantir o máximo aproveitamento da operação:
Viatura Primária: Responsável pela tomada de visual do suspeito, pela modulação via rádio para solicitar apoio e pela abordagem inicial do indivíduo.
Viatura Secundária: Atua em apoio direto à primária, realizando os movimentos solicitados e mantendo o acompanhamento caso a primária acione o QTA.
Viatura Terciária: Encarregada da realização de cercos e o COD 6 do perímetro, com o objetivo de induzir o indivíduo ao erro e possibilitar sua prisão. Deve permanecer constantemente atenta ao GPS para garantir maior eficácia nas manobras de cerco.
A viatura primária é a responsável pela garantia de condução, e também pela prisão do individuo.
5. Resgate
1° Resgate = Retorna os oficiais que deram QTA + Reabastecimento + 1 Unidade + Spikes (4 Unidades)
2° Resgate = Retorna os oficiais que deram QTA + Reabastecimento + 1 Unidade + Spikes (5 Unidades)
3° Resgate = Retorna os oficiais que deram QTA + Reabastecimento + 1 Unidade + Spikes + Furar todos os Pneus e acionamento do procedimento de Box (6 Unidades)
6. Fuga aquática
Caso o indivíduo tente se deslocar em direção à água com a intenção de realizar uma fuga aquática, deverão ser adotados dois procedimentos distintos, conforme a conduta do suspeito:
6.1 — Se o indivíduo permanecer dentro do veículo e lançar-se na água junto com ele, será liberado Código 5.
6.1 — Se o indivíduo sair do veículo e lançar-se na água a pé, poderão ser empregadas técnicas de imobilização apropriadas.
Em ambos os casos, é permitido aplicar socos. Caso o indivíduo desmaie, está autorizado a reanimá-lo e conduzi‑lo à prisão.
7. Outros procedimentos
7.1 — Fuga a pé com tentativa de resgate via rádio: Caso o indivíduo fuja a pé e tente passar rádio para solicitar resgate, é liberado o uso do taser para neutralizá-lo.
Se o indivíduo não tiver passado rádio, deve-se utilizar a cabeçada seguida do uso de algemas.
7.2 — Acompanhamentos aéreos:
A aeronave deve receber três instruções para descer antes da abordagem.
Caso o piloto se recuse a ser abordado, é liberado efetuar disparos na lataria da aeronave para neutralizá-la.
Em casos de helicóptero em QRUs de fuga limpa: O oficial está respaldado para efetuar disparos na lataria da aeronave com o objetivo de neutralizá-la, independentemente do tempo decorrido. Exemplo: QRU's relacionadas a roubos à caixas eletrônicos (ATM).
7.3 — Capotamento de viatura:
Caso o oficial fure dois pneus, deverá obrigatoriamente dar QTA da ocorrência.
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